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terça-feira, 25 de outubro de 2022

Jesus está voltando!

“tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação... Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (IIPe 3.3-4, 8-9).

O apóstolo Pedro nos revela que, já no seu tempo, escarnecedores zombavam da esperança dos crentes no retorno glorioso do Senhor Jesus Cristo. A zombaria que fazem parece que não sofreu grandes mudanças com os dois milênios que se passaram desde o apóstolo, pois ainda perguntam em tom de deboche: “onde está a promessa da volta de Jesus?”, “Cadê o Cristo de vocês?”.

Pessoalmente, na minha experiência de vida cristã de 22 anos e ministério pastoral de 11 anos, não é raro encontrar irmãos, membros de nossas Igrejas, muitas vezes gente engajada e comprometida com a obra de Deus, que também parece abrigar em seus corações a mesma incredulidade daqueles zombadores quanto ao retorno do Mestre. São crentes que vivem como se Jesus não fosse realmente voltar, como se essa promessa tivesse a única função de nos dar algum tipo de alívio psicológico para não nos sentirmos sozinhos ou abandonados, ou algo do tipo.

Quando lemos e estudamos sobre como viviam e criam os crentes dos primeiros séculos do cristianismo descobrimos que eles tinham na promessa do retorno de Jesus sua maior esperança, a força motriz de toda a fé cristã. A crença fundamental de que Jesus está vivo, ressuscitou, assentado à destra do Pai nos céus, de onde virá segunda vez para buscar sua Igreja era a fonte de energia para vencer as tentações, pregar o Evangelho e, principalmente, suportar as terríveis provações e perseguições que sofriam, muitas vezes chegando ao martírio. Criam piamente que toda dor e injustiça que sofriam estavam com seus dias contados, pois o Justo estava voltando! A expressão “Maranata” fazia parte de muitos cânticos e liturgias (ICo 16.22). Afinal, a Escritura termina com esse grito de reafirmação da promessa, onde lemos: “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20).

Creio que muitos crentes estão sucumbindo às tentações e provações exatamente por descrerem – ou se esquecerem, talvez – dessa promessa poderosa! Esquecem que “os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8.18), glória que está reservada para nossa glorificação que acontecerá exatamente no retorno do nosso Senhor; “se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.17).

Jesus prometeu voltar! E não foi apenas uma vez:

“E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.3).
“Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros” (Jo 14.18).
“Ouvistes que eu vos disse: vou e volto para junto de vós.” (Jo 14.28).
“Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.” (Ap 1.8).
“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20).

Meus queridos, creia nessa doutrina, creia nessa bênção, creia que JESUS NÃO MENTIU quando prometeu voltar para nós, para nos buscar! Essa esperança te conduzirá à vitória!

Deus os abençoe!

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O porto da obediência

"Logo a seguir, compeliu Jesus os seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. E, tendo-os despedido, subiu ao monte para orar. Ao cair da tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sozinho em terra. E, vendo-os em dificuldade a remar, porque o vento lhes era contrário, por volta da quarta vigília da noite, veio ter com eles, andando por sobre o mar; e queria tomar-lhes a dianteira. Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. Pois todos ficaram aterrados à vista dele. Mas logo lhes falou e disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram entre si atônitos, porque não haviam compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido" (Mc 6.45-52)

Depois de um dia cansativo, Jesus faz seus discípulos embarcar e atravessar o mar da Galileia e ir para a cidade de Betsaida. Após despedir a multidão que O seguia sobe ao monte para orar, sozinho nesse caso.

O porto da obediência
A ordem de Jesus para os discípulos era para que atravessassem o mar da Galileia até Betsaida. Enquanto cumpriam a ordem o vento contrário mostrou-se uma problema sério, dificultando que chegassem ao destino. Nessa travessia marítima no meio da madrugada, podemos chamar a cidade de Betsaida de "porto da obediência", pois a ordem do Mestre era para que até lá chegassem. Remar noite a fora, mesmo com vento contrário, era exercício de obediência. Há algo interessante aqui. Sempre que um discípulo de Jesus começa a remar rumo à obediência, ventos contrários se levantarão. Perseguições, investidas malignas, dificuldades, tentações, sempre soprarão na direção oposta da obediência, procurando arrastar o barco da fé para trás. Imagine só em que estado estavam os braços dos discípulos, cansados de tanto remar contra um forte vento, sem sucesso, estagnados no meio do mar, mas sem desanimar, olhando firme para Betsaida, olhando firme para o alvo da obediência. Não importa a força do vento contrário, nosso papel é remar em direção ao destino ordenado por Jesus. Se nossos braços doem e as ondas se avolumam, podemos crer que Ele entra em nosso socorro!

O Senhor que tudo vê
Enquanto os discípulos pelejavam contra o vento no meio do mar, Jesus orava no monte. O mar da Galileia tem cerca de 12 quilômetros de largura. Marcos diz que o barco já estava no meio do mar quando Jesus decidiu ir ao seu encontro. "Meio do mar", aqui, não é uma medida exata, mas força-nos a crer que o barco já estava uma distância considerável da margem. Ainda assim, Marcos diz que Jesus os viu em dificuldades a remar: "E, vendo-os em dificuldade a remar". É difícil crer que Jesus, que estava em terra, distante alguns quilômetros, no meio da madrugada, conseguiria ver o barco e a dificuldade dos discípulos apenas com as faculdades humanas. Não, Ele viu a dificuldade dos discípulos porque Ele é Deus, Ele é onisciente! E mesmo que tenha recebido o conhecimento da situação por revelação do Pai, parece-nos justo supor que a oração que Jesus fazia no monte incluía uma intercessão pelos próprios discípulos, pois se o conhecimento lhe chegou por revelação, deve ter sido em resposta à oração. Aprendemos aqui que o Senhor sempre conhece as dificuldades que Seus discípulos enfrentam, seja onde e quando for, de que tipo for. Ele não esquece, não dorme, não toscaneja, mas está sempre atento e zela pelos Seus. O esforço obediente sempre atrai os olhares de Deus. O que mais importa, entretanto, não é o modo como Jesus soube da dificuldade, mas que empregou medidas para resolver o problema.

O Senhor que socorre os obedientes
Jesus vem ao encontro dos discípulos operando um milagre maravilhoso. Ele anda sobre o mar até alcançar o barco, pois a obediência dos discípulos e a dificuldade que enfrentavam comoveram Seu coração. Busca assumir a dianteira para guia-los até Betsaida e lembra-los de que Ele sempre estará lá quando precisarem, mostrando o caminho, sendo o caminho. Jesus não é um Senhor que não se importa com nossas dificuldades, muito pelo contrário. Ele intervem, entra com provisão e opera milagres, honra a obediência! Ele é Deus presente, orientador e protetor.

O Senhor que lança fora o medo
Os discípulos, ainda que obedientes quanto a ordem de atravessar o mar, não esperavam Jesus daquela forma. Pescadores experientes estavam no barco, como Pedro e João, homens acostumados ao ambiente do mar, homens que, ao ver alguém andando sobre as águas, naturalmente pensaram se tratar de algo sobrenatural e temeram. Mas Jesus, que não vê somente as dificuldades dos Seus discípulos, mas também seus temores, os acalma com Sua Palavra consoladora, dizendo: "Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!". Jesus sempre afasta os temores infundados. Sempre cuida dos corações temerosos quando estes estão no caminho da obediência. Aliás, vale notar que Jesus não se identifica pelo nome "Jesus", mas usa a expressão "Sou eu", ou "Eu Sou", fazendo os discípulos perceberem que o Grande Eu Sou estava com eles, portanto, não tinham o que temer.

E você? Está remando para o lado certo, para o porto da obediência? Ventos contrários tem se levantado? Seus braços já estão cansados e, por algum motivo, já pensou em desistir? Lembre-se de que o Senhor tem os olhos atentos para ti, e sempre socorrerá os que são Seus... Creia no Eu Sou!

Deus abençoe.

sábado, 28 de maio de 2016

O Deus que sente

"Jesus chorou" (Jo 11.35).

Este é um dos menores versículo da Bíblia, mas de uma importância colossal. Saber que Jesus é tão sensível é, ao mesmo tempo, uma notícia triste e alegre, um misto de ruim com bom. Triste, porque ficamos sabendo que mesmo Jesus, o perfeitamente bom, caridoso, amável e gentil Jesus, derramou lágrimas de pesar e dor. Alegre, porque ficamos informados de que nosso Salvador não é uma estátua fria, um bloco de mármore sem coração, um ser distante, completamente alheio aos dramas do nosso caótico mundinho. Ruim, porque somos confrontados com a realidade de que fizemos Deus chorar. Bom, porque sabemos que Ele se importa! O versículo 33 apresenta as razões do choro de Jesus: "Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se". Sim, Jesus agitou-se no espírito e comoveu-se. Ele se comove! Seu espírito se agita diante do sofrimento!
Fico constrangido com esse versículo. Constrange-me pensar que eu posso fazer Deus chorar. No texto do Evangelho de João citado acima Jesus chora por causa do luto e do pranto de amigos e familiares diante do túmulo de Lázaro, seu amigo pessoal. Jesus pousava na casa daquela família sempre que passava pela cidade de Betânia. Aliás, já imaginou hospedar Jesus em sua casa? Você acorda para fazer um cafezinho e se depara com Jesus dormindo no quartinho de visita! Que coisa! Já pensou se Ele acorda primeiro e faz o café pra você? Meu Deus! Hospedar humildemente nada mais, nada menso, que o Criador de todas as coisas, Aquele que é o alfa e o ômega, o princípio e o fim, Aquele em quem todos os mistérios da ciência e da sabedoria estão escondidos (Ap 22.13; Cl 2.3). Mas aquela família experimentou isso em diversas ocasiões. E essa família amiga estava extremamente triste, angustiada. As irmãs Marta e Maria sofriam com a perda do irmão e provedor do lar. E Jesus chorou por isso. Ainda que Jesus tenha chorado, no texto, pelo luto, creio que Jesus chora também sempre que sofremos com a desesperança, como aquelas irmãs. Sempre que o pecado rouba-nos a fé e a esperança, creio que entristecemos o coração sensível do Mestre; e isto me constrange profundamente.
O pequenino verso também é uma fonte tremenda de esperança. Nosso Senhor é alguém que não se esquiva dos sentimentos dolorosos, muito pelo contrário. Ele conhece a dor, a saudade, a perda, a angústia, melhor do que qualquer outra pessoa. Ele foi perfeitamente bom, mas experimentou a solidão, o abandono, o luto... É por isso que o autor da epístola aos Hebreus escreve tão confiantemente: "Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado" (Hb 4.15) e ainda mais: "Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hb 2.18) e ainda "Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu" (Hb 5.7-8).
Jesus conhece nossa dor. Ele sabe que sofremos e é solidário ao coração angustiado. Conhece os temores mais terríveis da alma e provou da vileza humana em seu mais alto grau, e Seu corpo experimentou a sórdida barbárie da mais horrenda maldade dos homens. Na cruz foi desprezado, humilhado, abandonado, e exposto à ignomínia e opróbrio. Riram Dele, zombaram Dele. Cuspiram Nele e O expuseram à vexame. Saboreou o amargor do ódio e bebeu do fel da intolerância. Foi traído, rejeitado pelos seus, moído pelas nossas transgressões. Foi homem de dores e que sabe o que é padecer... Leia cuidadosamente o capítulo 53 do livro do profeta Isaías, e você terá um vislumbre do que Ele passou por amor do Seu Nome e de nós. Acredito que é por isso que Ele fez questão de prometer que, no céu, "enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram" (Ap 21.4).
Sim, Jesus chora! E não é sem motivos...
Mas, a boa nova é que Ele chora justamente por que se importa! Se importa conosco, conhece nossos problemas.
Viva de modo digno do Evangelho e valorize as lágrimas Daquele que chora por nós!
Que as lágrimas de Jesus encharquem nossa alma e façam brotar a esperança. Que nossa fé e devoção, ainda que imperfeitas, o façam sorrir!

Deus abençoe.
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* Se você quer ouvir uma reflexão muito mais profunda e extremamente abençoadora sobre este gigante pequeno verso, recomendo veementemente que ouça o sermão pregado por Charles Haddon Spurgeon na manhã de domingo do dia 23 de junho de 1889, que você encontra aqui: https://youtu.be/TlBlAF8XpTQ?list=PLEC778B5D3EAC8ADF.