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terça-feira, 20 de setembro de 2022

Não adie essa decisão!

"Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24.14-15).

Continuaremos a nossa série de reflexões em Js 24.14-15.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

A decisão mais séria da vida!

"Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24.14-15).

Continuaremos a nossa série de reflexões em Js 24.14-15.

domingo, 18 de setembro de 2022

Escolhei, hoje, a quem sirvais

"Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24.14-15).

Começaremos hoje outra série de reflexões, agora sobre Js 24.14-15.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Sinceridade é suficiente?

"Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos. Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento. Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê" (Rm 10.1-4).

Quando o Evangelho de Jesus Cristo é pregado na sua inteireza e com clareza suficiente sempre provoca reações fortes, principalmente naqueles que possuem um coração inclinado para os assuntos espirituais.
A verdade do Evangelho corta como uma espada; veja o que diz o autor da carta aos Hebreus: "Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração" (Hb 4.12). Creio nisso com todo o meu coração, pois tenho testemunhado esse cortar. O detalhe é que, quando a espada de Deus, Sua Palavra, 'penetra' o coração do homem dividindo e discernindo, ela abre uma ferida profunda e fatal, cuja hemorragia só poderá ser estancada pelo próprio Autor da ferida, Deus! Esse coração dilacerado pela verdade só pode ser curado pelo render-se à própria verdade. É a verdade que divide e discerne, e é a verdade que liberta (Jo 8.32). O profeta Oséias antecipara esse fenômeno: "Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará" (Os 6.1). Jó, o justo e reto servo de Deus, aprendeu na dureza da sua provação a dor dessa ferida, pois seu amigo Elifaz lhe ensinou dizendo: "Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso. Porque ele faz a ferida e ele mesmo a ata; ele fere, e as suas mãos curam" (Jó 5.17-18).
Onde quero chegar falando isso? Quero falar que o Evangelho provoca cortes profundos que ferem enquanto confronta o homem com a verdade. Descobrir pelo Evangelho que o modo como críamos está errado causa conflitos, e isso é de se esperar. Ora, alguém que vive crendo em algo, de certo modo, descobre pela exposição fiel do Evangelho que esteve enganado por tanto tempo; imagine só, que dor isso causa? Por isso as reações são tão intensas!
Vivemos numa cultura onde as pessoas assumem entendimentos sobre as realidades espirituais sem nenhuma fundamentação bíblica, apenas baseados no "eu aprendi assim" ou no "eu acho que é assim". O achismo e a própria intuição são as únicas fontes que a maioria das pessoas usam para formar todo o entendimento que possuem da espiritualidade humana. Quando essa pessoa é apresentada à substância do Evangelho, sem misturas, na pureza da verdade de Deus, o confronto do seu entendimento espiritual com o Evangelho é como usar uma bomba nuclear para destruir um castelo de cartas. E não deveríamos esperar que as primeiras reações a esse conflito na alma e na mente viessem acompanhados de sorrisos, mas de lágrimas. Claro que se alguém não tem nenhum entendimento e simplesmente não ligava para as coisas espirituais, esse conflito é menos intenso. Mas a maioria esmagadora das pessoas vivem sob alguma crença, mesmo que não a classifiquem como religião.
Paulo, falando dos judeus de sua época, diz que era povo "que tem zelo por Deus, porém não com entendimento" (Rm 10.2). Como assim, zelo sem entendimento? Ora, como muitas pessoas religiosas vivem hoje, sendo zelosas em seus ritos e crenças, fundamentadas num entendimento errado das verdades espirituais. Há pessoas que demonstram muito zelo, uma sinceridade admirável na prática religiosa. Chegam a fazer coisas que exigem muita abnegação e devoção, envolvendo em muitos casos até o desgaste físico extremo. Mas, quando confrontadas com a verdade da Palavra de Deus, descobrem que estavam sinceramente enganadas. Veja, sinceramente enganadas! Descobrir que estavam enganadas quanto à verdade e a vontade de Deus não significa que não eram sinceros, mas que desconheciam a Palavra de Deus e isso os fez conduzir mal toda a sinceridade. Infelizmente, a sinceridade separada da verdade não muda a verdade. A verdade continua sendo diferente do entendimento que conduzia todo aquele zelo. Como Paulo ensinou, quando os homens desconhecem a justiça de Deus procuram estabelecer a sua própria, e não estão sujeitos à justiça de Deus (Rm 10.3). Paulo sabia muito bem do que estava falando, pois ele era judeu, e no zelo da religião, perseguiu a Igreja de Jesus chegando a ponto de consentir no assassinato de Estêvão, tudo porque não tinha o entendimento da verdade. Leia o que ele diz de si mesmo: "Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo" (Fp 3.4-7). Ele chama esse tempo de zelo sem entendimento de tempo de ignorância e incredulidade (ITm 1.12-13). Mas, quando a verdade passa a conduzir toda a devoção humana, então Deus aceita a adoração dos homens.
Concluindo, podemos ver que zelo sem entendimento, devoção sem a condução da verdade não podem agradar a Deus, e estão, ainda que com toda a sinceridade, na ignorância e incredulidade aqueles que vivem fora da verdade de Deus.
E você? Já foi ferido pela Palavra de Deus? Já foi confrontado pela Bíblia de tal maneira que conflitos profundos foram travados, sendo vencidos pela fé na verdade de Deus, gerando fé e obediência à vontade de Deus? Você tem agregado a cada dia mais entendimento ao seu zelo pelas coisas de Deus? Tem crescido no conhecimento da verdade? Se não, eis o tempo, eis a hora! Entregue-se a Jesus e renda-se à Sua verdade!

Deus abençoe.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Atenção, perdão e cura. Você quer?

"se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra" (IICr 7.14)

Este é um versículo muitíssimo conhecido da Bíblia. Ele é muito lembrado sempre que reuniões de oração e nas intercessões em favor da nação e das mazelas que afligem nosso povo. Faz sentido, pois, afinal de contas, é o verso onde "Deus promete sarar nossa terra".
O verso, que é um trecho da resposta que Deus dá à uma oração feita por Salomão no capítulo anterior (IICr 6.12-42), vem na solenidade de consagração do templo que acabara de ser construído, idealizado por Davi, edificado por Salomão.
O povo a quem Deus se refere é o que povo "que se chama pelo Nome Dele", isto é, o povo que invoca o Seu nome. É uma palavra para o povo de Deus, ou para aqueles que desejam tornar-se povo Dele.
No verso, Deus faz não só uma promessa, mas três. Ele diz que 1) ouvirá do céu a Seu povo; 2) perdoará seus pecados e 3) sarará sua terra. A primeira, Deus ouvir do céu as orações de Seu povo, é a promessa de que Sua boa vontade sempre estará à disposição, pois Ele estará sempre de prontidão para ouvir, Se importando com as causas do Seu povo. A segunda, referente ao perdão dos pecados, é a promessa de que haverá remissão para todo aquele que se achegar a Ele. A terceira, a cura da terra, é a restauração ecológica e climática da região, trazendo saúde, equilíbrio e sustento para Seu povo. Vemos isso no verso anterior, onde Deus resume todo um trecho da oração de Salomão, usando a escassez de chuva, pragas nas lavouras e pestes no meio do povo como exemplos de meios que Deus usa para disciplinar Seu povo pelos seus pecados. Portanto, a cura da terra é o resultado do perdão dos pecados, que é o resultado de Deus ouvir Seu povo.
Mas, para que isso aconteça, Deus impõe condições. A origem destas condições? - a oração de Salomão. Deus resumiu os atos de piedade que Salomão descreveu como iniciativas do povo de Deus quando em situações de crise, listando quatro condições para que as promessas sejam alcançadas: 1) o povo deveria se humilhar; 2) o povo deveria orar; 3) o povo deveria buscá-Lo e 4) o povo deveria se converter dos seus maus caminhos. Essa humilhação a que se refere Deus não é a humilhação que injuria, desacata, zomba e ultraja; essa é pecado (Mt 5.22; Lc 22.63; 23.35; At 2.13).
Essa humilhação que Deus pede é o reconhecimento da condição de culpado de pecado e seu consequente abatimento; é o humilhar-se reconhecendo-se indigno da bondade e bênção de Deus, pois o pecado afrontou Sua santidade e justiça; é a viva consciência da distância entre um pecador e Deus, e o peso esmagador da tristeza que essa distância causa, tanto em nós, quanto em Deus que nos ama; é o quebrantamento que nasce quando nos percebemos responsáveis pelas lágrimas do puro e gentil Criador; é a expressão do desespero da alma que, caindo em si, vê-se impotente e limitado por causa do pecado, e por isso mesmo é completamente dependente de Deus.
E como essa humilhação deve ser apresentada a Deus? Pela oração! Nesse verso, quando Deus exige que o povo ore, não fala de qualquer oração, mas daquela feita na humilhação, ansiando pelo perdão do Senhor. A oração é o modo pelo qual nossa humilhação se traduz em linguagem falada, redundando em súplicas e rogos diante do Deus de misericórdia e graça. Sem oração, não haverá perdão. Sem oração, não haverá cura.
Deus também exige que o povo O busque. Essa busca tem a ver com as motivações do coração. Até mesmo orações muito bonitas e eloquentes podem ser vãs se o coração não está adequadamente motivado. Tiago ensina que a motivação errada anula a oração (Tg 4.3; cf. Pv 15.8; 28.9). Buscar o Senhor é colocar todo o coração Nele, tornando-O nosso tesouro mais precioso (Jr 29.13; Mt 6.21). Reconhecer culpa e orar, mas sem colocar o coração bem motivado na busca pelo Senhor e a Sua justiça é, simplesmente, nadar, nadar, e morrer na praia (Mt 6.33; 15.8). Deus não Se deixa enganar por lábios lisonjeiros (Pv 7.21; 26.28), ou mesmo por lágrimas insinceras (Hb 12.17). Ele sonda os corações e esquadrinha a alma (Sl 139.1; Pv 21.2). Buscar ao Senhor é dispor o coração para encontrá-Lo!
A última exigência da lista do verso em questão é, praticamente, um efeito das três antecedentes. Deus pede que Seu povo se converta dos seus maus caminhos. Se converter dos meus caminhos é voltar, deixar de prosseguir por eles, assumindo outro rumo na vida. Aqueles que se assumem pecadores, até oram e parecem buscar ao Senhor, mas que não apresentam mudança no caminho que trilham estão enganados ou enganando, pois tudo isso é falso se não produzir tal mudança de caráter, de valores e de objetivos na vida.
Em suma, o que Deus está pedindo do Seu povo para que as promessas sejam liberadas sobre eles é que comecem, desenvolvam e completem o processo de conversão. Não basta admitir apenas um ou dois itens da lista, pois todos estão interligados. Deus nos ouvirá, nos perdoará e derramará cura sobre nossa terra quando a conversão provocar mudanças notáveis, quando o caminho mau for abandonado e o Caminho correto, que é Jesus (Jo 14.6) for trilhado.
E você? Já está neste processo? Se não, eis a hora! Deus quer nos perdoar e sarar...

Deus abençoe.
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* Você poderá ler mais sobre oração aqui: Como é a oração que Deus se agrada?
* Você poderá ler mais sobre conversão aqui: Arrependei-vos e convertei-vos!

sábado, 25 de junho de 2016

Esconde-esconde com Deus

"Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte..." (Jr 29.13-14a).

Gosto muito desses versos da Bíblia, muito mesmo. Acho-os escandalosamente desafiadores! Eles me provocam, me atiçam. Mexem profundamente com o meu humor; sempre que os leio, tenho reações diferentes. Algumas vezes eles me pegam desprevenido, e me jogam lá em baixo, e me sinto muito mal, como se fosse incapaz de buscar Deus desse jeito tão intenso. Quando isso acontece sempre me vem à mente alguns outros versículos da Bíblia, como Rm 3.11, que diz que "não há quem busque a Deus", e Jr 17.9, que diz que o "enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?". Aí eu sou tomado de uma convicção enorme da distância que há entre o eu que sou e o eu que deveria ser, e uma consciência esmagadora de limitação, dependência, pequenez e imperfeição me arrebata, e chego a dizer como Paulo: "sou o principal dos pecadores" (ITm 1.15) e "desventurado homem que sou" (Rm 7.24).  Mas há vezes que os leio e sou tomado de uma coragem e bravura sem igual, como se fosse capaz de romper florestas, atravessar mares, transportar montes e suportar qualquer sofrimento, só para encontrar-me com esse Deus... Não me leve a mal, nem se apresse a me condenar por isso, mas por causa dessas reações eu chamo esse texto, particularmente e livre de qualquer preconceito ou maldade, de "texto das reações bipolares". Não num sentido pejorativo ou irreverente, mas tendo em vista minhas experiências com os versos... Mas, afinal de contas, esse trecho da Escritura sempre provocará reações naquele que os ler com coração atento; quem os lê sem reação alguma, não os leu como deveria...
Acredito que essas duas reações estavam nos planos de Deus quando inspirou o profeta Jeremias para escrever essa parte. Creio que Ele quis mesmo provocar um senso de distância entre nós e Ele, pois isso nos faria perceber que precisamos "buscá-Lo". Creio que Ele quis expor claramente que busca-Lo deve envolver todo nosso ser e toda nossa vida, ou seja, fazê-lo com todo nosso coração. Creio que Ele garantir que seria "achado por nós" é como antecipar o prêmio da tão intensa busca, para nos motivar e encorajar no processo. Creio que Ele quer mesmo que O encontremos, e isso é simplesmente demais, você não acha?!
Esse "serei achado de vós" é extraordinário, divinamente deslumbrante. Ele me faz ver Deus como um Pai que, brincando de esconde-esconde com seu filhinho pequeno, esconde-se atrás da porta, mas na verdade escondeu apenas a cabeça, deixando todo o resto do corpo à mostra, como os pais fazem com seus filhinhos 'pititinhos', para facilitarem o encontro. Mesmo assim, quando seus pequeninos demonstram dificuldades em encontra-Lo, mesmo com o Pai dizendo aqueles universais "cadê papai? Vem neném, cadê papai?" para orienta-los na busca, o Pai de um salto pula na frente dos pequeninos dizendo "achou... achou papai", e os pequenos O abraçam apertado, rindo alto por crerem de verdade que foi eles que O acharam, quando o Pai sabe que foi Ele Quem se fez encontrar... Os teólogos medievais e alguns reformadores disseram que Deus pode e quer ser conhecido, mas ao mesmo tempo que é o Deus absconditus (Deus escondido), que vê em secreto, invisível, que não pode ser visto (Mt 6.4, 6, 18; Jo 1.18; Cl 1.15; ITm 1.17; Hb 11.27).
Enfim, o que importa mesmo é perguntar, você tem buscado a Deus? Faz isso de todo o teu coração? Toda a tua vida, envolvendo sentimentos, intelecto, relacionamentos, família, emprego, dinheiro, tempo, sonhos, tudo está a serviço dessa busca? Deus só poderá ser encontrado por aqueles que O buscarem de todo o coração, com tudo o que são e possuem... Deus é o objetivo maior da tua vida? Se honestamente tua resposta for sim, então prepare-se, pois a qualquer momento Ele vai pular na tua frente! A qualquer instante Ele 'será achado por ti', e fará mudar a tua sorte, ou seja, mudará tua vida completamente. Ninguém que O encontra permanece o mesmo. O encontro pessoal, real, íntimo com Deus muda tudo, mexe com tudo. Nossos valores mudam. Nossos sonhos mudam. Nossos sentimentos e emoções sofrem alterações radicais. Nossa maneira de ver a vida e a realidade sofre transformações profundas. Na verdade, muda-se tanta coisa, e de forma tão profunda, que a Bíblia diz que passamos a ser novas criaturas (IICo 5.17; Gl 6.15).
E aí? Você já é um novo você? Ou ainda é o velho você?

Deus abençoe (e seja encontrado por ti)...

domingo, 19 de junho de 2016

Cristianismo, fé de iniciativa!

"Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o  que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou" (Ef 4.25-32)

Quando o assunto é fé e espiritualidade, principalmente a cristã, é muito comum as pessoas terem uma visão negativa e reativa da fé. Como assim? Explico.
Por perspectiva negativa da fé cristã quero significar aquela visão de que o cristianismo é basicamente um conjunto de proibições, de "pode e não pode", com muito mais "não pode" do que "pode". Qualquer pessoa que fizer uma leitura decente da Bíblia perceberá claramente que a fé cristã tem, sim, mandamentos proibitivos, como "não façam", "não sejam", etc. Porém, a fé cristã não é uma fé essencialmente proibitiva, negativa, mas é positiva. Há muito mais mandamentos prescritivos como "façam", "sejam", etc., do que os de cunho proibitivo.
Por perspectiva reativa da fé cristã quero significar aquela visão de que o cristianismo é uma filosofia de vida que ensina o cristão a ser neutro, apenas reagindo às circunstâncias da vida e às pessoas. Muito pelo contrário, a fé cristã assume uma perspectiva pró-ativa, de fazer e ser antes de reagir, embora haja instruções sobre como o cristão deve reagir. No cristianismo, agir é mais importante do que reagir.
Por que esclarecer isso? Porque o texto acima trata de visão acertada da fé. O apóstolo Paulo, instruindo a Igreja de Éfeso, deixou isso muito claro. Perceba que ele usa alguns aspectos morais para exemplificar essa verdade; ele usa a mentira e verdade, a ira e a reconciliação, o furto e o trabalho, a palavra torpe e a boa para edificação, coisas que provocam divisão e coisas que edificam uns aos outros. Peguemos dois destes exemplos para explicar melhor.
Paulo diz que aquele que mentia, não deve mais mentir. Este é o aspecto da negativa, instruindo a não mentir. Mas o ensino continua dizendo: antes fale a verdade para com seu irmão. O que vemos? Vemos que só "deixar de pecar" não é suficiente. Temos de começar a acertar!
Sobre o furto, o apóstolo ensina que aquele que furtava não deve mais furtar, mas deve trabalhar. É o mesmo princípio: deixar de pecar não basta, o cristão deve ser pró-ativo e começar a fazer o que é certo. E assim por diante.
A visão negativa e reativa da fé pode ser facilmente identificada na cultura popular quando o assunto fé surge numa conversa. As pessoas normalmente entram logo da defensiva e dizem algo como: "mas eu sou bom, eu não faço isso, nem aquilo, nem aquilo outro, etc.". Isso mostra que, para essa pessoa, o cristianismo é uma questão de NÃO SER, em vez de uma questão do que devemos SER.
O cristianismo é pró-ativo. Se uma pessoa peca menos agora do que pecava antes, isso é bom, mas ainda não é o cristianismo bíblico. Ninguém vai para o céu só porque parou de beber, de fumar, de adulterar, etc. Vai para o céu quando faz a vontade de Deus (Mt 7.21). Ser uma pessoa que peca menos não significa, necessariamente, ser um verdadeiro cristão.
E aí? Você vive o cristianismo bíblico, pró-ativo, de iniciativa? Você toma iniciativa para fazer o bem, ou apenas evita o mal?
"Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando" (Tg 4.17)

Deus abençoe.

sábado, 18 de junho de 2016

Arrependei-vos e convertei-vos...

"Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados" (At 3.19)

A frase acima foi falada pelo apóstolo Pedro no seu discurso no templo de Jerusalém, logo após ele e o apóstolo João curarem um coxo de nascença que esmolava à porta do templo. Pedro, cheio do Espírito Santo, prega um sermão magnífico, cheio de poder e ousadia, dentro do templo dos judeus, sobre como estes próprios judeus negaram Jesus como Messias, como o Santo e Justo, matando o Autor da Vida. Muita coragem e fé foram necessários para proclamar tal mensagem em tal lugar, para tal público.
Mas, dentro dessa obra prima da pregação cristã bíblica que foi este segundo sermão de Pedro depois da descida do Espírito Santo no Pentecoste (At 2), creio que o verso supracitado é o coração da mensagem cristã, o chamado ao arrependimento e à conversão para o cancelamento dos pecados. Qual pecado? De todos, sem dúvida. Pedro coloca o termo no plural, "pecados", propositadamente, incluindo toda a vida vivida até o momento em que se ouve este chamado. Mas, há o pecado que faz solidário todo ser humano ao seu semelhante, que é o pecado de ter negado Jesus e tê-lo "matado", como os judeus naquele sermão petrino. Sabemos que Jesus deu Sua vida espontaneamente, pois, verdadeiramente, ninguém poderia tê-lo matado se Ele mesmo não quisesse entregar-se, leia: "Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai" (Jo 10.17-18). No entanto, também sabemos pela Bíblia que só foi necessário que Jesus se doasse espontaneamente por causa dos nossos pecados: "graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai" (Gl 1.3-4 [1]). Ora, nossa conclusão óbvia é que, se todos pecaram (Rm 3.23), com exceção do próprio Jesus (Hb 4.15), e Jesus entregou-Se pelos pecados, logo eu também sou responsável pela necessidade da morte de Jesus, embora não o seja pela decisão Dele de entregar-Se para me salvar. Jesus decidiu entregar-Se por amor ao Nome de Deus e Sua glória e por amor aos homens perdidos[2], mas a necessidade da Sua morte encontra motivo no meu pecado. Assim, eu também matei Jesus, por extensão do sentido, sendo enquadrado no sermão de Pedro.
Já que todo ser humano é alvo do sermão de Pedro, percebe-se que a chamada ao arrependimento e conversão não é exclusiva para judeus, mas dirigida a todo homem e mulher, sem distinção qualquer, pois todos pecaram, e os pecados só podem ser cancelados por Jesus, mediante arrependimento e verdadeira conversão.
Arrependimento, na Bíblia, não é remorso, mas um reconhecimento do pecado acompanhado de firme e consciente decisão de abandoná-lo; esse arrependimento manifesta-se na confissão sincera e franca dos pecados (Pv 28.13; IJo 1.9). Conversão, conforme Pedro nos convoca, é, no Novo Testamento, o arrependimento somado à fé em Jesus Cristo, expressados pela confissão do Seu senhorio (Rm 10.9) e uma entrega, sem reservas, da vida toda a Ele para segui-Lo e obedecê-Lo[3]. Essa conversão e confissão de fé aceitas por Jesus Cristo, que efetivam o cancelamento dos pecados é que o Novo Testamento chama de salvação[4].
Concluímos, então, que só é possível livrar-se do pecado e dos seus efeitos através de verdadeiro arrependimento e genuína conversão a Cristo. Portanto não há, sob qualquer hipótese, salvação fora de Cristo[5]!
E você? Já se arrependeu dos pecados e se converteu a Jesus? Se não, eis o tempo, eis a hora! Tome já está decisão lançando-se aos pés Daquele que pode salvá-lo, Jesus, o Cristo de Deus!

Deus abençoe.
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[1] cf. também Is 53.5-10; Jo 1.29; Gl 2.20; Ef 5.2, 25; Hb 9.28; IPe 2.24; 3.18; IJo 3.5.
[2] Mt 10.22; 19.29; Jo 3.16; 14.13; Rm 5.8; IITs 1.12; IJo 4.19; Ap 2.3.
[3] Mt 16.24; Jo 12.26; Rm 6.16; 15.18; Hb 5.9; IPe 1.2; IJo 2.6.
[4] Lc 19.9; Rm 10.9; Fp 2.12; Hb 2.3; IPe 1.9. O próprio Jesus e o Seu Evangelho são chamados de salvação no Novo Testamento (Lc 2.30; Jo 4.22; At 28.28; Rm 1.16; Ef 1.13).
[5] Jo 14.6; At 4.12; Ef 2.13; ITm 2.5; IITm 2.10.