Jesus falou estas palavras no Seu
ensino sobre o princípio das dores, isto é, sobre as coisas que antecederão o
Seu retorno e a consumação dos tempos (cf. vs. 3).
quarta-feira, 28 de setembro de 2022
O amor se esfriará de quase todos
segunda-feira, 8 de agosto de 2022
O Maior Lamento do Pecador
Se for um pecador com remorso, ele dirá: "Ah, se eu pudesse voltar no tempo... Eu faria tudo diferente dessa vez!".
Se for um pecador temente a Deus, arrependido, ele dirá: "Ah, por que entristeci o meu Senhor! Ele é digno de toda minha obediência e santidade, mas eu pequei; contra Ele pequei!"
Percebe a diferença? Para o primeiro o peso do remorso vem do fato de suas escolhas terem dado errado. As coisas não terminaram como ele esperava. Para o segundo, entretanto, o peso do arrependimento vem do fato de ter desagradado ao Senhor, que é perfeitamente Bom e Santo.
Para um tudo gira em torno das suas próprias ações e de quem ele mesmo é. Para o outro tudo gira em torno de quem Deus é e de Suas ações.
O choro e o lamento de um pecador podem significar várias coisas. Para alguns, significa a consciência entristecida de um filho de Deus que pecou contra o Amado de sua alma; para outros, não passa de remorso, de uma frustração com os resultados obtidos pelas circunstâncias e escolhas. As razões para o lamento são bem diferentes então, não acha?
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Lucro ilícito e máfias...
sábado, 24 de setembro de 2016
O Amor ao Dinheiro
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Honestidade
segunda-feira, 11 de julho de 2016
O Jesus irado
sexta-feira, 8 de julho de 2016
A longanimidade de Deus
sexta-feira, 1 de julho de 2016
O que é arrependimento?
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Você quer ficar rico?
A ganância é um pecado seríssimo. O desejo desmedido, exacerbado de ter e acumular riquezas nesta terra é uma armadilha antiga na qual os homens tem caído, e o diabo é mestre em arma-la. O desejo de ficar rico tem sido a mola mestra do mundo a muito tempo e, embora o capitalismo tenha lucrado com esse desejo humano, os sistemas econômicos são apenas efeitos, quando a causa encontra-se internalizada na natureza humana, caída, pecaminosa.
Por que Deus, pelo apóstolo, se preocupa em alertar os crentes de tal perigo do desejo de enriquecer-se? Porque esse anseio pode cegar facilmente uma pessoa, e tirar-lhe o foco do que realmente importa na vida. O texto diz que tentação, cilada, concupiscência insensata e perniciosa, isto é, desejos desajuizados e nocivo, afogam os homens na ruína e na perdição. Poucas declarações são tão clara e visivelmente observadas na vida. A corrupção na política, por exemplo, é uma das maiores provas da verdade desse texto. O desejo de ficar rico é uma tentação implacável para os políticos, e as ciladas são muitas no âmbito do poder. As concupiscências perniciosas os levam a cometer crimes e insensatez de todo tipo, sempre para obter poder e dinheiro. Além da política, outro exemplo facilmente observado é o dos religiosos ávidos por dinheiro, que fazem da fé e da piedade fonte de lucro, e este é, justamente, o assunto do contexto que Paulo está tratando aqui. Há também que se case por dinheiro; mate por dinheiro; ... até finja que não viu o troco a mais por amor ao dinheiro...
O argumento do apóstolo está baseado no fato de que nada trouxemos para este mundo e nada também levaremos dele, no que tange às riquezas desta vida. Por isso, o incentivo é a um estilo de vida simples: "tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes". Paulo não está dizendo que voto de pobreza é necessário ao cristão. Não, ele está dizendo que o cristão não deve colocar seu coração nas riquezas, ao mesmo tempo que deve ser grato e saber viver contente com o que possui; vestuário e alimento ilustram as necessidades básicas. E aí é outro problema muito comum. Há muitas pessoas que não conseguem ser gratas pelo que tem, pois seu coração e seus olhos estão sempre fitos no que ainda não tem. Lamentam e murmuram por causa da sua "pobreza" e da riqueza que não possuem, perdendo a oportunidade santa de agradecer por terem o que Deus já concedeu. Sempre veem o que falta, nunca o que já possuem. Pessoas assim podem até chegar à riqueza que sonharam, mas perderão sua alma no caminho. Paulo diz que esse desejo, que é maligno, "afoga os homens na ruína e perdição". Quem é seduzido pela riqueza deste mundo para servi-la e cultua-la, torna-se idólatra: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas" (Mt 6.24). Idólatra é todo aquele que inverte as prioridades que Deus estabeleceu, "buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33). Buscam primeiro as demais coisas, deixando o reino e a justiça de Deus para serem acrescentadas. Idólatras não entrarão no céu (ICo 6.9; Ap 21.8; 22.15).
"O amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores". Desviar-se da fé cristã por amor ao dinheiro é basicamente falar o óbvio, mas além disso Paulo acrescenta que se atormentam com muitas dores os que passam a amar as riquezas deste mundo. Sofrimentos e perdas esperam por aqueles que caem na cilada do desejo de ficar rico, e devemos evitar isso. Na verdade, embora a Bíblia não condene o ser rico, mas o amor à riqueza, ela também recomenda que os servos de Deus tenham um estilo de vida simples (note que eu não disse estilo de vida pobre ou miserável, mas simples), que não busca algo além do necessário para a dignidade da vida na terra[1]. "A riqueza apresentava problemas para a igreja primitiva, e recebeu, muitas vezes, a atenção dos escritores cristãos"[2].
E você? Como tem lidado com a riqueza deste mundo? Tem sido grato pelo que tem? Tuas prioridades estão alinhadas com as de Deus?
Deus abençoe.
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[1] Se quiser ler mais sobre estilo de vida simples, ou teologia da simplicidade, recomendo fortemente a leitura do seguinte livro: Stott, John W. R. O Discípulo Radical. Viçosa, MG: Ultimato, 2011. Poderá também ler os seguintes livros de Richard Foster: A Liberdade da Simplicidade e também Celebração da Disciplina.
[2] Allen, Clifton J., ed. ger. Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento. Vol 11. 2. ed. Rio de Janeiro, JUERP, 1988. p. 401.
sábado, 18 de junho de 2016
Arrependei-vos e convertei-vos...
domingo, 12 de junho de 2016
Vá e não peques mais!
Não devemos nos precipitar em acusar pecadores, sem lembrarmos que nós mesmos também pecamos. Os acusadores da mulher foram maldosos ao trazê-la para ser apedrejada sem nenhuma demonstração de amor, mas apenas impulsionados pelo desejo de tentar Jesus e ver a mulher ser punida. Quando nos deparamos com pessoas em situação de pecado a primeira coisa que deve vir à nossa mente é que devemos agir de maneira justa, mas também graciosa. Sim, a graça deve permear todo julgamento, pois foi a graça e misericórdia de Deus que nos tolerou até aqui. Se a graça de Deus nos alcançou, devemos nós também manifestar graça aos que erram. Isso, porém, não anula a justiça e o direito, que devem ser aplicados. "A ira do homem não opera a justiça de Deus" (Tg 1.20).
Não há "jeitinho brasileiro" com Deus.
Quando os acusadores trouxeram a mulher até Jesus a acusação era de que ela teria sido "surpreendida em adultério". Ora, ninguém adultera sozinho. Onde estava, então, o homem com quem ela adulterou? Por que, ora bolas, os escribas e fariseus não trouxeram o homem junto com a mulher para serem julgados, como mandava a lei de Moisés (Lv 20.10). Eles foram parciais, tendenciosos, talvez preconceituosos e coniventes com o homem adúltero. Para Jesus, não há um "jeitinho brasileiro", aquela burladinha na lei que pode favorecer nossos chegados e conceder "foro privilegiado" a pecadores. Jesus é sempre justo, e como a configuração da situação não se enquadrava na lei, ela não poderia ser aplicada como esperavam os legalistas acusadores. Precisamos, sempre, nos lembrar de que Deus não mima filhos, nem tem um predileto em detrimento de outro. Ele sempre julga justa e retamente todas as pessoas, de igual forma.
Para Jesus, os fins não justificam os meios.
Das várias expressões comuns no arraial evangélico é que "devemos trazer as pessoas aos pés de Jesus". Pois bem, foi isso o que aqueles homens fizeram, trouxeram uma mulher aos pés de Jesus. Porém, qual era sua motivação? Qual sua intenção? As coisas de Deus não podem ser feitas de qualquer jeito, sem o devido cuidado, de forma leviana. Devemos, sim, levar as pessoas aos pés de Jesus, mas para serem curadas e restauradas, e não para "ver o circo pegar fogo". Toda intervenção na vida de alguém deve ter em vista fazer-lhe o bem e buscar a Jesus para restauração, nunca para provar um ponto de vista ou opinião, como era o caso dos acusados da mulher do texto. Na relação com Deus não podemos fazer males para que venham bens (Rm 3.8). Os fins não vão justificar os meios que adotamos, nem as motivações. Deus sonda os corações e conhece as intenções, e julga-lhes adequadamente. Para Deus, falsos santos estão mais distantes Dele do que verdeiros pecadores. Aqueles que são santos aos seus próprios olhos estão mais longe do perdão do que pecadores que se reconhecem como tal.
A advertência universal de Jesus.
De toda lição que este texto pode oferecer, no final sempre acabaremos na advertência que Jesus dá a todo aquele que é perdoado por Ele mediante a fé: "vá e não peques mais". A graça e o perdão de Deus não podem ser zombados (Gl 6.7). Deus não brinca de perdoar, nem reduz o perigo do pecado, e nós faremos muito bem se seguirmos Seu excelente exemplo. Ninguém deve pecar pensando na premissa de ser perdoado por Deus, pois fazer do coração perdoador de Deus um "salvo conduto" para pecar é um pecado maior ainda. Deus é perdoador, e está sempre disponível para todo coração quebrantado e arrependido, mas planejar ou maquinar o pecado antecipando um possível perdão de Deus é repugnante aos Seus olhos santos. O perdão de Deus é só para os que se arrependem (Pv 28.13, Sl 51.17; IJo 1.9).
Se fomos perdoados por Jesus mediante a fé Nele, então devemos lutar para não pecar mais. Isso é arrependimento, mudança de vida. Se esse esforço é real, então quando pecarmos o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado (IJo 1.7).
Que estas lições estejam sempre em nosso coração e mente.
Deus abençoe.
sábado, 11 de junho de 2016
Desembaracemo-nos!
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Deus não é homem
quarta-feira, 1 de junho de 2016
A linguagem do cristão
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Os 7000 que não dobraram os joelhos a Baal
Após a vitória esmagadora, Elias recebe um recado de Jezabel terrivelmente ameaçador e foge para o deserto buscando salvar a própria vida. Sentindo-se só e enfraquecido, mesmo depois de alimentado pelo anjo do Senhor, Elias esconde-se numa caverna em Horebe e, questionado pelo Senhor, respondeu: "Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada; e eu, somente eu, fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem" (IRs 19.9-10; 13-14). Deus então lhe responde com uma ordem para que ungisse Hazael como rei da Síria, Jeú como rei de Israel e Eliseu como profeta. Mas o que Deus diz em seguida é o nosso foco aqui: "Todavia deixarei em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou" (IRs 19.18). Para quem se sentia só como Elias, receber a notícia de que haviam ainda sete mil conservos fieis foi um santo remédio, pois o verso seguinte começa com a expressão "Partiu, pois, Elias dali...". Ele recobrou os ânimos, revigorou-se na promessa de Deus, encontrou esperança nos servos anônimos de Deus.
Os 7000 que não dobraram os joelhos a Baal.
A primeira pergunta que naturalmente fazemos é: quem são os sete mil que não se dobraram à idolatria? Quem são os remanescentes fiéis? Bom, a Bíblia não diz seus nomes.
Quando passamos por dificuldades e a solidão ronda nosso coração, é comum nos sentirmos abandonados, fracos e impotentes. Elias não foi diferente. Mas perceba que Elias não perguntou quem eram os sete mil, nem onde encontra-los. Ele só precisou saber que eles existem!! Sim, eles existem! Sabe aqueles momentos em que você recebe a notícia de um amigo que se desviou do evangelho, ou fica sabendo de um pastor de deu um tremendo vexame, ou qualquer outra situação que faz parecer que está só e que a obra de Deus nunca será terminada? Pois é, saiba que ainda há servos fiéis ao Senhor, que não se dobraram à idolatria, às concupiscências do mundo ou à soberba da vida. Eles existem! Agora a pergunta é outra: você é um deles? Você faz parte dos que não se dobraram? É tão fácil ceder, tão fácil esmorecer, tão fácil retroceder... Mas nós não somos dos que retrocedem para a perdição (Hb 10.38-39).
Não se dobre! Permaneça fiel, sempre!
"... Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Ap 2.10b).
"Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus" (Ap 2.7b).
"Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono" (Ap 3.21).
[2] Aserá, também chamada Astarote (cf. Jz 2.13), foi uma deusa adorada também pelos cananitas. Esposa de Baal era a deusa da fertilidade, e os rituais dedicados a ela e seu marido Baal eram regados à bebedeiras e orgias, muito semelhantes aos bacanais romanos posteriores.
[*] A pintura que ilustra esta postagem é "Elias", do pintor maneirista e escultor italiano Daniele Ricciarelli, mais conhecido como Daniele da Volterra (1509-1566), que foi discípulo do grande Michelangelo.

















